Antônio Vargas é um importante artista brasileiro contemporaneo, radicado em Florianópolis, que trabalha nas fronteiras da pintura. Ele dialoga com recursos de novas mídias, no caso, a linguagem digital, alargando desse modo, por compenetração, a construção do olhar do espectador e do repertório simbólico da obra. O artista discute a relação da imagem contemporânea através do conceito de "grotesco", como uma tradição que longe do esgotamento encontra nas condições contemporâneas sua plenitude.
São imagens digitais, recortes e pinturas que num primeiro passar de olhos apresentam-se agradáveis através de diferentes estratégias de construção, tais como a repetição, o jogo de cores, o uso de padrões abstratos e principalmente, a apropriação de Ukiyo-ê (s) em releituras ou referências a estes. No entanto, quando observadas novamente revelam ao observador cenas de sexo ou violência (terrorismo e guerras) retiradas da internet e manipuladas digitalmente. Desta forma o trabalho discute a recepção da imagem contemporânea nos meios visuais (seja na televisão, na internet, nos out doors ou nos objetos artísticos) através do questionamento de conceitos tais como percepção, passividade, dormência e principalmente entre prazer e repulsão.



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